Um ano após tragédia, as lágrimas ainda rolam em Brumadinho.

Barragens e viadutos desabam. Dados, desenhos e documentos se perdem e não mais se encontram quando necessários. Em tempo de fortes chuvas, desabamentos em lugares povoados, sem obras de contenção, são comuns. Semáforos não funcionam após os primeiros milímetros de qualquer chuva.

O que está por trás disto? Naturalmente que a falta de manutenção e prevenção adequadas. Para que gastar esforços se no momento atual tudo funciona? Vamos deixar acontecer e depois vemos. É a visão empresarial do curto prazo. E a visão individual? É a do menor esforço. Quantas pessoas guardam em suas residências os planos elétrico, hidráulico e a planta com os dados fundamentais? E quando aparece uma infiltração em alguma parede, quebra-se uma grande área até encontrar o vazamento. 

Indo um pouco mais profundo no raciocínio, estaremos tratando de um valor que em nossa sociedade é ainda muito pequeno: o trabalho. Fazer a tarefa de manutenção preventiva por exemplo, não é notado por ninguém e em consequência, não tem glamour nenhum. O trabalho como valor não é possível de ser encontrado na maioria das pessoas. Além dos fracos fundamentos sobre os quais a sociedade foi construída, onde sempre prevaleceu o sentimento de evoluir materialmente com o menor esforço possível, o nível de remuneração do trabalho é muito baixo, diminuindo o incentivo de se valorizar ou se orgulhar do que se faz.

Fonte: Agência AFP – 22/01. E outros meios de comunicação.

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