Sobre desigualdade e líderes

Neste trabalho analisamos a personalidade e o impacto de alguns dos líderes mais próximos de nossa região, escolhidos seja pelos exemplos que podem nós fornecer ou porque com seus países existem relações importantes. Adicionalmente é interessante comparar as diferentes personalidades em conjunto com suas ideias, porque é daí que surgem as diretrizes emitidas para as sociedades que comandam. 

Primeiramente se mostra uma tabela comparativa da formação e produção deles, com informações levantadas, entre outros, dos sites Wikipedia e e-biografia. Ou seja, não refletem a opinião de ninguém, sendo fatos comprovados.

Na sequência são colocadas algumas reflexões que o autor desenvolveu, com ajuda de pesquisas sobre a informação existente. É importante deixar claro que não é objetivo deste trabalho definir perfis positivos ou negativos. 

Em nossa opinião a condição de um líder de sucesso não requere que seja um intelectual com enorme formação (mesmo que isto possa ajudar), senão que apresente como principais qualidades uma experiência de vida variada, bom senso para tomada de decisões, sensibilidade social (porque governa pessoas) e pensamento lógico. Estas habilidades devem compor seu comportamento para dar exemplos de conduta, relacionamento, planificação, construção de pontes, mitigação de conflitos, etc.

 ALEMANHAUSACHINABRASILARGENTINA
      
LíderÂngela MerkelDonald TrumpXi JinpingJair BolsonaroAlberto Fernandes
FormaçãoQuímica QuânticaEconomiaQuímicaMilitarAdvocacia
ComplementoDr. em QuímicaNenhumaDr. em Ciências PolíticasNenhumaNenhuma
Publicações relevantesLivros e trabalhos científicosLivros sobre negócios e políticaLivro “Governança da China”NenhumaLivro “Pensado e Escrito”
Atividades complementaresNenhuma conhecidaSérie de TV – EmpresárioDiretor da escola do partido comunistaNenhuma conhecidaProfessor – Músico
Perfil políticoCentro direita – reservadoPopulista de direita – agressivoSocialista reformista – cautelosoPopulista de direita – agressivoPopulista de centro esquerda – diplomático
Ideias que defendePragmatismo – Cautela – Contra desigualdadeNacionalismo – Capitalismo puroCrescimento económico – Influência externa – Contra desigualdade Anti corrupção – Ditadura – Neoliberalismo Contra desigualdade – Nacionalismo
CríticasContra multiculturalismoContra política ambiental  Utiliza “fake news”Perseguição de minorias étnicas e religiosasContra democracia Defesa da torturaPopulismo  Ausência de projetos
Produção profissionalOcupou diversos ministérios  Considerada líder do mundo ocidentalSucesso em diversos negócios ao redor do mundo. Condução da série “O aprendiz” Ocupou diversos cargos no partido comunistaLegislador 27 anos – 2 projetos aprovados. Um deles coletivo. Chefe de gabinete durante muitos anos

Fontes: Wikipedia – e-biografia e outros

Ângela Merkel: nascida na Alemanha Ocidental, com poucos meses de idade e devido ao trabalho do seu pai (pastor luterano), se transferiu para Alemanha Oriental, onde viveu até a queda do muro de Berlin. Formou-se na Universidade de Leipzig e trabalhou para o regime socialista durante um bom tempo, porém sem militar ativamente e sempre com posição parcialmente crítica. 

Após a queda do muro passou a militar no CDU (União Democrata Cristã), partido político de centro direita, onde desenvolveu uma carreira bastante acelerada que a levou ao cargo de primeiro ministro desde 2005. É considerada um caso quase único de sucesso por três fatores que não são ainda muito comuns: mulher divorciada sem filhos, cientista e proveniente da Alemanha Oriental. Apesar de sua personalidade não mostrar as características políticas clássicas; ou seja, não possui boa retórica, escuta mais do que fala (colaboradores estimam que fala 20% do tempo em encontros com outra pessoa e escuta os restantes 80%), vive conforme os costumes de um cidadão comum e não demora na tomada de decisões; foi se impondo no tempo, chegando no seu país a ser chamada “a mãe” e considerada atualmente como a líder mais importante do mundo ocidental. 

Tem uma relação importante com Vladimir Putin (em quem não confia totalmente) e ambos conversam semanalmente em russo, que domina com fluência. Ela sabe da importância de manter uma relação com a Rússia, porque os dois países precisam disso e Putin a considera quase como uma conselheira. 

Se os Estados Unidos mergulham numa desigualdade cada vez mais profunda, A.Merkel considera a unidade da Europa muito importante para o seu país, procura preservar a classe média (o país é exemplo de desigualdade mínima) e um alto nível de solidariedade social. Foi assim que agiu ao acolher um grande número de refugiados, o que irritou a parte dos políticos lhe custando um aumento razoável da oposição e inclusive o crescimento de extremistas de direita que ganharam alguma relevância política. Muitos lhe criticam o fato de procurar ao máximo a integração dos imigrantes a cultura alemã, não aceitando a ideia de que se formem dentro do país “bolsões” multiculturais. Sabe que o seu país não pode prescindir da imigração para manter o nível de importância atual, porem gostaria (e tem implementado políticas de integração), para que após certo tempo, o imigrante se senta alemão. 

É crítica da lentidão alemã para implementar reformas. Faz parte da cultura do seu país a gestão de riscos, se apostando sempre muito mais em aperfeiçoar o conhecido do que arriscar demasiado no desconhecido. A.Merkel se encontra na fase final do seu longo período de liderança, deixando um legado de condução que dificilmente será  modificado pelo seu sucessor.  

Donald Trump: nasceu em Nova York em família de excelente posição económica. Seu pai fez fortuna com uma empresa que construía edifícios na própria cidade, empresa que ele posteriormente herdou. 

Sua personalidade sempre foi extravagante e extremamente agressiva, aplicando técnicas de negociação similares as utilizadas num jogo de pôquer: o blefe, o uso de argumentos falsos e a reversão de afirmações feitas sem nenhuma justificativa, técnicas que sempre fizeram parte do seu arsenal de negociação. Além disso, mostrou uma alta capacidade de inovação, se lançando em inúmeros projetos diferentes da sua atividade principal, como por exemplo sua participação no negócio da beleza (escolha de Misses), condução de series de tv (O aprendiz) e até participações pequenas em filmes. 

Seu sucesso económico pode ser atribuído a uma personalidade perfeitamente adaptada a sociedade a qual pertence, na qual o maior “valor” respeitado e desejado é a posse de bens materiais. Profissionalmente esteve no local certo no momento certo (após a segunda guerra mundial e nas décadas de 60-80) em que os USA passaram por um crescimento económico acelerado, simultaneamente a introdução de avanços tecnológicos excepcionais. 

Por volta de 2015 decidiu concorrer a presidência do país, sendo nomeado em 2016 candidato do partido republicano e eleito em 2017. Aderente com seu comportamental histórico, elegeu como prioridade a atenção as questões económicas internas, principalmente em áreas primárias e ultrapassadas como as de geração de energia suja. Desconsiderou áreas sociais importantes como a da saúde, desmontando o sistema que estava sendo construído pelo seu antecessor, como mostram os resultados do desatendimento dos americanos durante a pandemia. 

Simultaneamente vai também relegando a participação internacional, retirando os USA de organizações internacionais em áreas como as de proteção ambiental, energia, direitos humanos e recentemente na saúde, entre outras. Ao mesmo tempo se comporta de forma similar na sua relação com países, tendo deteriorado a relação do seu país com a Europa, onde é visto culturalmente como personalidade muito por baixo dos seus antecessores Obama e Clinton, para atividades de colaboração conjunta. Isto é um claro sinal de que será muito raro algum país esperar obter alguma vantagem na sua relação com os USA baixo a condução de Trump. 

Mesmo dentro do seu país, o presidente não é uma pessoa que a opinião pública a qualifique como “agradável” ou “importante para a sociedade”. Não aparece nunca nas primeiras 10 ou 15 posições de qualquer tipo de pesquisas sobre o assunto, e sempre muito atrás do ex presidente Obama, por exemplo. 

Porém sua reconhecida inteligência para os negócios, como mostrou em sua recente mudança de atitude (mesmo a desgosto) na questão em que inicialmente desqualificava o perigo da pandemia; lhe permite alcançar bons resultados económicos e isto reverte em votos; motivo pelo qual tem boas chances de reeleição. 

Num momento em que os USA parecem ter iniciado o ciclo de perda de sua liderança internacional, incluso com o aumento constante da desigualdade e dos números da pobreza, permanece a grande incerteza sobre qual será o comportamento adotado quando fique absolutamente claro que a balança do poder se incline a favor da China. Não parece provável que ambos possam conviver pacificamente, num planeta cada vez virtualmente mais pequeno.                      

Xi Jinping: Xi Zhongxun, pai do atual ´presidente da China, foi um ativista e revolucionário desde adolescente.  Com treze anos de idade já foi preso por participar de protestos estudantis e aos quinze anos de idade ingressou no partido comunista. Participou de inúmeras lutas armadas e ficou conhecido pela capacidade de negociação, que o levou ao cargo de vice primeiro ministro. Não entanto sempre apresentou divergências com as regras praticadas pelo partido comunista na época e por isso foi expurgado do mesmo em 1958, passando a trabalhar em fábricas por aproximadamente vinte anos, quando foi reabilitado em 1978, voltando a prestar serviços até sua aposentadoria. 

Quando seu pai foi exonerado, Xi Jinping ainda adolescente foi enviado a trabalhar em fazendas, dentro do programa de Mao Tse Tung de aprender a trabalhar no campo; vivendo numa caverna transformada em casa durante seis anos. Quando saiu estudou química e se formou na Universidade de Tsinghua, uma das duas melhores do país. 

Nesse momento já apresentava uma personalidade que despertava bastante atenção dentro do partido, sendo considerado uma pessoa “conciliadora” e “altamente confiável”. O Washington Post o descreve posteriormente como “pragmático, serio, cauteloso, trabalhador e discreto”. Um exemplo da discrição pode ser encontrado no fato de que enviou sua filha para estudar em Harvard sob um pseudônimo para não ser reconhecida nem ganhar nenhuma vantagem.

Foi dessa forma, ascendendo passo a passo dentro da hierarquia do partido, que se tornou secretário geral em 2012 e presidente do país em 2013. As linhas principais do seu governo combinam por um lado o combate a pobreza (a desigualdade no país passou a diminuir constantemente nas últimas décadas) e também a corrupção com grande intensidade e por outro cultiva a personalidade e persegue oposicionistas. Atualmente existem na China “campos de reeducação”, para onde são enviados representantes de minorias, assim como opositores declarados. Dependendo de sua evolução e da aceitação dos princípios que o partido prega para participar da cidadania chinesa, ganham pontos e podem ser reincorporados a sociedade. 

A China é consciente do seu potencial para se converter em primeira potência mundial, e tem trabalhado nas últimas décadas crescendo e se fortalecendo, aplicando técnicas de abertura de mercado muito inteligentes. Se aproveitando do enorme mercado interno, tem atraído inúmeras indústrias estrangeiras de todo tipo, aproveitando para aprender magistralmente tecnologias produtivas. Assim está terminando seu ciclo de aprendizagem, durante o qual produziu objetos primitivos (copias ruins) e começa a mostrar produtos e serviços avançados. Um desenvolvimento muito similar ao do Japão após a segunda guerra. 

Atualmente e seguindo estratégia desenhada e conduzida pelo próprio Xi, vai ampliando sua participação internacional com projetos ambiciosos como o chamado “rota da seda”, onde se pretende reconstruir o transito de mercadorias do passado entre Ásia e Europa, porem com recursos de infraestrutura moderníssimos. 

O país vai se mostrando cada vez mais como líder, tanto tecnológica como politicamente, procurando evitar confrontos através da negociação, especialmente com os USA, que certamente ainda não aceitaram que o planeta possa trocar de liderança nos próximos tempos. A se ver.           

Jair Bolsonaro:  o atual presidente do Brasil nasceu em Campinas (São Paulo) de família descendente de italianos. Por volta dos 17 anos de idade, começou a mostrar seu interesse pela área militar iniciando estudos que o levaram a Academia das Agulhas Negras, onde mais tarde se formou. Prestou serviços em várias unidades do exército e estudou na Escola de Educação Física do Exército. Na década de 80 teve alguns problemas dentro da organização ao reivindicar correções salariais em entrevista a revista Veja, o que lhe custou cumprir penalidade de 15 dias de prisão interna. Foi submetido a vários julgamentos e inocentado dois anos depois, porem estes fatos sinalizaram praticamente o final da sua passagem pela instituição militar. 

Aproveitando o ganho de notoriedade e assumindo um discurso populista reformador, elegeu-se vereador pelo Rio de Janeiro em 1988, dando início a sua carreira política. Devido ao baixo nível cultural e de conhecimento político de grandes partes da população, discursos desse tipo sem nenhum conteúdo são utilizados amplamente e costumam encontrar eco no Brasil; inclusive na mesma época a técnica foi aplicada pelo ex presidente Fernando Collor de Mello, com sucesso para se eleger. 

Bolsonaro permaneceu no legislativo por 27 anos, período durante o qual deixa um legado praticamente inexistente do trabalho realizado, tendo aprovado apenas um projeto individual e participado de outro coletivo (os dois bastantes irrelevantes). Não entanto gerenciou muito bem a situação familiar, tendo conduzido a três dos seus filhos a garantir sua vida económica com recursos provenientes de dinheiro público. Se elegeu a presidência em 2018 com o mesmo discurso antes praticado e aproveitando uma situação singular do eleitorado, que utilizou o voto para impedir o retorno ao poder do Partido dos Trabalhadores que tinha sofrido impeachment três anos antes, após sucessão de importantes eventos de corrupção que sacudiram o país.

Utilizando bandeiras populistas e se colocando contra ideologias de esquerda, montou uma equipe de colaboradores pelo critério de fidelidade a sua pessoa, sem importar o conhecimento que puderem aportar nos setores aos quais foram designados. O assunto desigualdade social e diminuição da pobreza e miséria, nunca foram mencionados como objetivos do seu governo. Menos ainda o desenvolvimento de ideias para melhorar e modernizar o modelo de desenvolvimento económico.

O estilo de condução é baseado na distribuição de “cartas brancas” para seus colaboradores atuarem, se isentando de aportar conhecimentos, apenas julgando se os resultados lhe satisfazem. De forma recorrente é possível ouvir sua afirmação: “esse assunto não é comigo, o responsável é fulano que tem carta branca para agir. ”  

A postura escolhida como presidente é aderente com sua formação, montando “guarda” para controlar ameaças e inimigos, que curiosamente são “descobertos” com bastante frequência. No curto período de exercício da presidência se identificaram vários, tais como os navios do Greenpeace prontos para sujar as praias do país, a grande quantidade de comunistas que estão a espreita em cada esquina das cidades, as ONG´s que constantemente incendiam na Amazônia, os outros poderes que interferem nas suas iniciativas e até a maioria dos governadores e prefeitos de todo o país culpados pelo desemprego que causam. 

No plano exterior, onde sua forma de agir foi rapidamente conhecida e desqualificada, optou por se relacionar com Israel e USA. É difícil imaginar o que o Brasil pode ganhar de tais relacionamentos. Pelo contrário é possível sim calcular o que pode acontecer na economia se os árabes decidem entrar em algum tipo de retaliação através de suas importações. A relação de caráter imitativo e submisso, gratuito e incondicional com Trump, também representa uma incógnita sobre seu eventual retorno para o país. Nesse sentido, alguns dos integrantes de sua equipe buscando agradar o “amigo” americano, tem realizado ataques a China. Nem imaginar o que pode acontecer na economia local se a China tomar alguma atitude similar ao comentado com os países árabes.         

Atualmente alguns setores importantes da sociedade começam a se incomodar com a postura do presidente. Se bem é verdade que ele representa um problema para o convívio democrático na sociedade, não pode ser considerado culpado pelo ambiente relacional e institucional atual. Ele está agindo da forma em que sempre o fez, diz que faria e o seu histórico mostra. A realidade é que uma grande parte da sociedade que o elegeu, não se deu ao trabalho de gastar nem 30 minutos pesquisando sobre seu passado e suas ideias. E naquela oportunidade, estavam disponíveis outros candidatos com históricos bem melhores. 

Alberto Fernandes: nasceu em Buenos Aires, cidade onde cresceu, estudou e trabalhou até a atualidade. Desde muito jovem teve contato com pessoas ligadas ao peronismo, ideologia que incorporou prontamente. Já no tempo da educação secundária foi delegado estudantil, seguindo essa linha política. Formou-se em advocacia na Universidade de Buenos Aires e logo ingressou na área pública, onde prestou serviços em diversos lugares e para diferentes governos, tais como o de R. Alfonsín, E.Duhalde e D. Cavallo; os três de orientação política diferente. Numa aliança de partidos conduzida pelo último nomeado, foi eleito legislador de Buenos Aires. Essas diferentes experiências permitem avaliar sua postura como bastante flexível. 

Desde 1985 ministra aulas na Universidade de Buenos Aires e estudou guitarra, tocando em locais noturnos a modalidade “rock nacional”, tendo algumas músicas gravadas.   

Se encaminhou definitivamente para atuação política ao ser nomeado Chefe de Gabinete pelo presidente Nestor Kirchner em 2003, a quem acompanhou durante todo o seu governo até 2007. Em 2008, eleita a nova presidente Cristina Kirchner, é mantido como Chefe de Gabinete. Pouco depois, e como resultado de uma série de conflitos com os representantes do agronegócio, renuncia ao cargo e sai do governo, assumindo uma posição crítica com C. Kirchner, porém não de forma extrema. Manteve sempre o discurso que tudo o de bom feito por N. Kirchner, não estava sendo mantido ou aperfeiçoado pela presidente.

Terminada a fase Kirchner, o poder foi assumido pelo neoliberal M. Macri, que afunda o país numa crise económica interna (enorme aumento da pobreza) e externa (dívida importante com o FMI). Como acontece a muitas décadas na Argentina, a influência peronista se mantém muito importante e nas eleições para suceder a M. Macri, uma união das diferentes correntes desse partido pareciam ter sucesso. Essa foi a interpretação de C. Kirchner; sabendo que seus índices de rejeição lhe impediriam ser eleita, convidou a Fernandez como cabeça de chapa para as eleições de 2019. A reconciliação dos dois alcançou o objetivo de unidade das correntes peronistas e Fernandez foi eleito presidente. 

Os principais objetivos postulados pelo novo governo foram a luta contra a fome, a renegociação da dívida e a retomada do crescimento económico. Para os dois primeiros existiam planos que foram implementados logo no início do governo e estão em andamento. Quanto a relação com o FMI, a transparência e flexibilidade com que o assunto está sendo tratado, tem ganho o apoio de diversas entidades internacionais e economistas de renome. Todos sabem que um novo default do país não irá beneficiar ninguém. Em paralelo prega a unidade latino-americana e a manutenção do Mercosur, que mostra sinais de se debilitar cada vez mais.   

Enquanto os dois primeiros objetivos mostram comprometimento social e preocupação com o aumento de desigualdade, no que se refere ao terceiro objetivo, se manifesta como um desejo nada fácil de realizar, inclusive com a chegada do fator “pandemia”, que irá dificultar em muito logra-lo com alguma rapidez. Independentemente disso, considerando que o modelo de desenvolvimento económico da Argentina é de baixo valor agregado e focado no agronegócio, alguns minerais e subprodutos do petróleo. Sem o aporte de novas ideias que agreguem negócios de maior valor, não parece existir um futuro promissor. Neste sentido, a situação é muito similar a do vizinho Brasil. É ainda muito cedo para avaliar o desempenho do novo presidente. 

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